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quarta-feira, 30 de março de 2011

Anticoncepcionais: 68% das brasileiras evitam gravidez de alguma forma

Hoje o programa Mais você da Ana Maria falou sobre um assunto que por incrível que pareça ainda é mito em alguns lares e religiões: o método contraceptivo. Achei tão interessante que resolvi pesquisar mais e postar pra vcs tirarem algumas dúvidas. Mas lembre-se, nenhum contraceptivo é 100% confiável, a prova disto é minha gravidez de 5 meses!


Existem vários tipos de contraceptivos: Pílula monofásica, bifásica, trifásica, minipílulas, pílulas vaginais, de uso contínuo, do dia seguinte, injeções, implantes, anéis, adesivos… mas, qual é o melhor? O S.O.S. Mais Você tirou dúvidas sobre o assunto.
Nos últimos anos a medicina deu um salto e há muitos avanços. Dr. Guilherme Furtado falou sobre os melhores métodos. 
Sobre a pílula, Dr. Guilherme respondeu a dúvida de muitas mulheres sobre a dificuldade em engravidar por causa do uso contínuo do medicamento. “A pílula é muito segura, pode tomar durante anos e você não terá problema para engravidar. O que existem são pessoas que já tem uma dificuldade para engravidar e acabam associando com o uso da pílula”.


Outro questionamento é sobre a interferência da vasectomia na potência sexual. “Não atrapalha na potência sexual do homem. Na vasectomia, você corta um duto que leva o espermatozóide ao encontro do liquido da ejaculação”, explica o Dr.


Dr. Guilherme falou ainda sobre a tabelinha, muito utilizado e muito pouco seguro para quem quer prevenir uma gravidez. “É um método comportamental. Não considero seguro. Você deve pegar o primeiro dia de menstruação, contar até um dia antes da próxima mesntruação. Pega a metade destes dias e conta três dias antes e três dias depois. É o período que você pode estar ovulando. Porém, se você teve algum estresse, perdeu algum ente querido, por exemplo, você muda todo o seu ciclo, e, por isso, não é seguro”, falou o médico, levantando também a questão de que muitas adolescentes, com medo de envolver os pais na vida sexual, optam por este método por serem o mais acessível.


Ligadura das trompas está entre outros métodos citados pelo médico.  “A ligadura não traz nenhum risco para a saúde, você corta a trompa e o óvulo que sai do ovário, não vai andar até o útero e encontrar o espermatozóide”.  E ressaltou que nem a vasectomia, nem a ligadura são 100% seguros. “O risco é de 0,3%”.


Já sobre o adesivo anticoncepcional, o médico explicou que ele libera gradativamente o hormônio na pele da mulher e tem um período de 1 mês de uso. A pílula vaginal e ó anel vaginal também estavam entre os métodos falados pelo Dr. Guilherme. “Tanto a pílula quanto o anel são aplicados pela própria mulher. A pílula vaginal é indicada para mulheres que sentem enjoo com o uso da pílula oral ou que sofrem de gastrite”.


O médico, que também explicou o uso do Diu, levantou duas questões muitos importantes: o uso da pílula do dia seguinte e da camisinha. “A camisinha é um dos raríssimos métodos que conseguem evitar doenças sexualmente transmissíveis e deve ser usada juntos com todos estes métodos citado”. Sobre a pílula, ele fez uma alerta. “É um problema porque muitos jovens a utilizam com método de proteção e ela não é. Ela foi criada para casos de estupro ou rompimento da camisinha. E possui uma alta dosagem de hormônios, o que pode apresentar muitos efeitos colaterais”.



No site da Bayer encontrei esta breve história da Anticoncepção

As primeiras tentativas

A anticoncepção tem uma história milenar. Hipócrates (460-377 a.C.(1)) já sabia que a semente da cenoura selvagem era capaz de prevenir a gravidez. No mesmo período, Aristóteles mencionou a utilização da Mentha Pulegium como anticoncepcional, no ano 421 A.C(2). O uso de anticoncepcionais feitos de plantas naturais parece ter sido tão difundido na região do Mediterrâneo, que no século II A.C., Políbio escreveu que as "famílias gregas estavam limitando-se a ter apenas um ou dois filhos(1)."

Os antigos egípcios também utilizavam tampões vaginais ou tampas feitas de excremento de crocodilo, linho e folhas comprimidas(2).

A anticoncepção masculina também era praticada na antiguidade. No século I A.C. Dioscórides afirmou que tomar extratos de uma planta considerada variação da madressilva (Lonicera periclymenum) durante 36 dias, podia causar a esterilidade masculina.(1)

Assim que foi estabelecida a relação do sêmen com a gravidez. O método anticoncepcional masculino mais conhecido era o coito interrompido, método citado na Gênesis relacionando Onân, que provocou a ira de Deus ao derramar suas sementes no chão.


O primeiro preservativo
Acredita-se que o preservativo remonte aos tempos da Roma antiga, quando eram utilizadas bexigas de animais para proteção contra as doenças sexualmente transmissíveis.
Os envoltórios ou preservativos de linho foram descritos em 1564 pelo anatomista italiano Falópio. No século XVIII, pedaços das vísceras de animais eram utilizadas para produzir os chamados "preservativos de pele".

A borracha vulcanizada foi inventada em 1844, impulsionando a fabricação de preservativos mais aceitáveis e baratos que os preservativos de crepe de borracha.(3) O desenvolvimento do poliuretano facilitou o lançamento do primeiro preservativo feminino em 1992.

O diafragma
A idéia do diafragma moderno surgiu com um alemão, Friedrich Adolf Wilde, que sugeriu que fosse feita impressão em cera da cérvice de cada mulher. A partir desse molde seria confeccionada barreira anticoncepcional de borracha. Somente em 1870, o Dr. Mesinga desenvolveu o diafragma de borracha fina com um aro circular endurecido para cobrir a saída da vagina.(2)

Possivelmente, o primeiro dispositivo intra-uterino (DIU) foi usado em pacientes por Hipócrates há mais de 2500 anos, que inseria objetos no útero com a ajuda de tubo de chumbo. Entretanto, o primeiro DIU clinicamente aceito, a Alça de Lippes, só foi amplamente adotado em 1962.(3)
Atualmente, existem dispositivos de cobre em diferentes formatos, entre os quais o mais popular é o em forma de "T".

O nascimento da pílula
Em 1921, Haberlandt provocou a infertilidade temporária em coelhas nas quais havia implantado ovários retirados de outras coelhas. Ele sugeriu que os extratos de ovários poderiam ser anticoncepcionais eficientes.

A noretisterona, um hormônio sintético semelhante à progesterona (daí ser chamado de progestógeno) foi sintetizada em 1950 por Djerassi, a partir da diosgenina, planta derivada da batata-doce mexicana com propriedades esteroidais.
Outro investigador, Colton, produziu outro progestógeno, o noretinodrel, que foi combinado a estrogênio sintético, o mestranol na composição da primeira pílula anticoncepcional combinada (contraceptivo oral combinado - COC), em 1960.(3) Foi Gregory Pincus quem realizou a maioria dos estudos com os primeiros COCs, tornando-se o médico conhecido como "o pai da pílula". A primeira pílula que continha somente o progestógeno (depois chamada de Minipílula) foi lançada apenas oito anos mais tarde.

O implante
A inovação contraceptiva seguinte foi pequeno implante que continha o hormônio levonorgestrel. Esse implante deve ser inserido sob a pele da face interna do antebraço, tendo sido projetado para ser eficaz por cinco anos. Entretanto, sua inserção e extração requerem pessoal médico treinado, o que limita seu uso. O hormônio é liberado na musculatura e então passa à corrente sanguínea, podendo circular por todo o organismo e provocar alguns efeitos adversos.

O endoceptivo
O endoceptivo (contraceptivo endógeno - sistema de liberação intra-uterino) desenvolvido e patenteado pelo grupo Schering, inaugura uma fase inovadora na contracepção feminina. Consiste basicamente em um sistema que é inserido no útero da mulher e libera o hormônio levonorgestrel gradativamente em doses idealmente mais baixas, por um período de cinco anos. O método é altamente eficaz e totalmente reversível, sendo especialmente indicado para mulheres com filhos que desejam adiar uma nova gravidez por um longo prazo.


Referências Bibliográficas
1. The Prehistory of Sex, Timothy Taylor (4th Ed, 1996)
2. Sex in History, Reay Tannahill (Cardinal 1989)
3 . Contraception, Your Questions Answered. John Guillebaud (Churchill Livingstone 1989)

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