O que são?
Como sabemos, o corpo humano é composto por células. As Células-Tronco são células especiais que apresentam três características principais:
- São células indiferenciadas, ou seja, não são especializadas como as células que constituem o coração, o cérebro, os ossos e outros tecidos especializados.
- São células que apresentam a capacidade de auto-replicação, ou em outras palavras, são capazes de se multiplicarem gerando outras células idênticas à original, como várias réplicas da original.
- São células que apresentam a capacidade de transdiferenciação, o que significa que são capazes de se transformarem em outras células especializadas.
Atualmente, com esta definição, as células-tronco do corpo humano podem ser classificadas como células-tronco embrionárias (encontradas na fase de desenvolvimento do embrião) ou células-tronco adultas (também chamadas do tecido humano já formado).
As células-tronco embrionárias são aquelas obtidas de células geradas a partir de processos de fecundação artificial em laboratórios, quando são gerados os embriões para posterior implantação no útero materno.
As células-tronco adultas, ou do tecido humano já formado, podem ser obtidas de diferentes tecidos, sendo as fontes mais conhecidas a Medula Óssea e o Sangue de Cordão Umbilical.
Entre as células-tronco adultas, atualmente as mais conhecidas e utilizadas em tratamentos médicos realizados rotineiramente são as células-tronco que geram as células do sangue, também chamadas de células-tronco hematopoiéticas. As células-tronco hematopoiéticas do Sangue de Cordão Umbilical são as mais fáceis de serem obtidas e preservadas por longos períodos, graças à tecnologia disponível atualmente.
Outro grupo de células-tronco adultas que tem sido muito estudado atualmente são as chamadas células-tronco mesenquimais, devido a sua grande capacidade de diferenciação em tecidos especializados verificada em laboratório.
O Sangue de Cordão Umbilical como fonte de células-tronco para transplante de medula óssea começou a ser estudado na década de 80, sendo o primeiro transplante bem sucedido realizado em 1988.
Hoje, após inúmeros estudos e utilização em milhares de transplantes, o Sangue de Cordão Umbilical é uma fonte consagrada de células-tronco para tratamento de inúmeras doenças.
Com a descoberta da capacidade de transformação das células-tronco em outros tipos de tecidos especializados ocorrida em 1998, os pesquisadores iniciaram inúmeros estudos procurando aplicações desta característica no tratamento de outras doenças além daquelas onde o seu uso já estava estabelecido. Os resultados verificados até o momento apontam para a aplicação destas células em tratamentos rotineiros a serem estabelecidos nos próximos anos.
Diante desta realidade, uma das principais fontes de células tronco utilizadas nos estudos é o sangue de cordão umbilical, que vinha sendo descartado rotineiramente após os partos.
Como esta fonte é a mais estudada devido a sua disponibilidade, hoje se sabe que o sangue de cordão umbilical é rico em células tronco de diferentes tipos.
Como as células somente podem ser utilizadas se estiverem vivas, a única maneira de contar com suas próprias células em caso de necessidade de tratamento é realizando a coleta do sangue de cordão umbilical imediatamente após o nascimento em bolsa com solução que preserve o sangue vivo e posteriormente realizar a separação das células-tronco, além de utilizar tecnologia de criopreservação para conservá-la por longos períodos.
Por que coletar?
• Após 20 anos de pesquisas e utilização, o sangue de cordão umbilical é hoje a principal fonte de células-tronco prontamente disponíveis para tratamento de doenças pelo transplantes de medula óssea.
• As células-tronco do sangue de cordão umbilical podem ser coletadas e congeladas com métodos e equipamentos adequados, permanecendo vivas por várias décadas, até serem utilizadas em tratamentos.
• Atualmente as células-tronco do sangue de cordão umbilical podem ser utilizadas no tratamento de mais de 80 doenças e há centenas de estudos em andamento.
• As células-tronco do sangue de cordão umbilical são células mais imaturas que as células-tronco da medula óssea, apresentando maior probabilidade de ser compatível com outras pessoas.
• O transplante de células-tronco do Sangue de Cordão Umbilical em outras pessoas (alogênico) apresenta menos reações adversas quando comparado com o transplante utilizando células da Medula Óssea.
• O transplante de células-tronco do sangue de cordão umbilical da própria pessoa (autólogo) não apresenta riscos de reações adversas de incompatibilidade. A maioria dos protocolos de pesquisa sobre células-tronco em crianças utiliza sangue de cordão da própria criança por este motivo.
• As células-tronco do sangue de cordão umbilical podem ser coletadas e congeladas com métodos e equipamentos adequados, permanecendo vivas por várias décadas, até serem utilizadas em tratamentos.
• Atualmente as células-tronco do sangue de cordão umbilical podem ser utilizadas no tratamento de mais de 80 doenças e há centenas de estudos em andamento.
• As células-tronco do sangue de cordão umbilical são células mais imaturas que as células-tronco da medula óssea, apresentando maior probabilidade de ser compatível com outras pessoas.
• O transplante de células-tronco do Sangue de Cordão Umbilical em outras pessoas (alogênico) apresenta menos reações adversas quando comparado com o transplante utilizando células da Medula Óssea.
• O transplante de células-tronco do sangue de cordão umbilical da própria pessoa (autólogo) não apresenta riscos de reações adversas de incompatibilidade. A maioria dos protocolos de pesquisa sobre células-tronco em crianças utiliza sangue de cordão da própria criança por este motivo.
Como é realizada a coleta?
A coleta de sangue do cordão umbilical e placentário é um procedimento simples e rápido,que não interfere com o nascimento do bebê.
A coleta é realizada logo após o parto quando o obstetra “ corta” o cordão umbilical separando a mãe do bebê. Neste momento o enfermeiro aproxima-se do obstetra e faz a coleta do sangue presente no cordão umbilical com uma agulha conectada à uma bolsa estéril.
Este procedimento não traz riscos para mãe e nem para o bebê, podendo ser realizado nos diversos tipos de parto.
(retirado do site www.cordcell.com.br)


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